Jogadores brasileiros em seleções estrangeiras na Copa do Mundo; veja lista completa
Jogadores brasileiros em seleções estrangeiras fazem parte da história das Copas do Mundo há décadas. Desde 1934, atletas nascidos no Brasil vestem outras camisas em Mundiais — muitas vezes protagonistas.
Para além disso, a recorrência desses casos evidencia como o Brasil segue sendo um dos principais celeiros de talentos do futebol mundial. Por outro lado, também ilustra como diferentes seleções passaram a buscar reforços além de suas fronteiras para elevar o nível competitivo e como alguns atletas, pelo sonho de disputar uma Copa, por vezes abrem mão de um outro grande objetivo: vestir a camisa da Seleção Brasileira.
Em 2026, a Copa do Mundo contou com quatro brasileiros atuando em seleções estrangeiras. São eles: Matheus Nunes, por Portugal, Maurício, meia do Palmeiras, por Paraguai, e a dupla Lucas Mendes e Edmilson Júnior, zagueiro e atacante do Catar.
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Pioneiros abriram caminho na Europa
O primeiro grande caso surgiu ainda na década de 1930. Filó foi campeão com a Itália em 1934, tornando-se um debutante de sucesso por outra seleção. Anos depois, a ligação com os italianos continuou. Em 1962, Angelo Sormani e José Altafini, o famoso Mazzola, defenderam a Azzurra.
Um hiato de 28 anos até que um jogador nascido aqui vestisse outra camisa. Em 1990, Alexandre levou essa história para outro continente ao atuar pela Costa Rica, aliás, no primeiro Mundial disputado pelo país da América Central. (*a título de curiosidade, em 2002, então como treinador, ele seria goleado pelo Brasil por 5 a 2 na fase de grupos).
Expansão nos anos 90 e 2000
A partir dos anos 90, cada vez mais jogadores brasileiros passaram a aparecer em seleções estrangeiras. Enquanto o Brasil brilhava nos Estados Unidos com a conquista do tetra, em 1994, e batia na trave com o vice na França-1998, o atacante Zaguinho defendia o México nestas duas edições.
Ainda na década de 1990, mais precisamente em 1998, outros dois casos emblemáticos e de muita identificação com as seleções que optaram escolher: Wagner Lopes, pelo Japão, e Luis Oliveira, na Bélgica, ambos atacantes. Também nesta época, o lateral-esquerdo Clayton representou a Tunísia, feito que repetiu na Copa de 2002, quando o meia Alex Santos foi convocado pelos japoneses (este voltaria a vestir a camisa nipônica no Mundial seguinte).
Legião brasileira nas Copas de 2006 e 2010
A Copa de 2006 foi um ponto de virada. Naquele Mundial, vários brasileiros tiveram papel relevante em outras seleções. O volante Marcos Senna, por exemplo, foi peça-chave do meio-campo da Espanha. Ao mesmo tempo, o meia Deco ditava o ritmo e brilhava por Portugal. Além disso, Sinha defendeu o México, enquanto Francileudo Santos atuou pela Tunísia.
A partir de 2010, então, a presença se tornou recorrente. O zagueiro Pepe, aliás, bateu recorde. Ele jogou, simplesmente, quatro Copas do Mundo por Portugal: 2010, 2014, 2018 e 2022. E em 2010, um rosto bastante conhecido, sobretudo de torcedores de Corinthians e Flamengo, também vestiria a camisa lusitana: o centroavante Liedson.
Marcus Túlio Tanaka (Japão), Cacau (Alemanha) e Benny Feilhaber (Estados Unidos) são outros que marcaram presença na Copa do Mundo da África do Sul.
Eles jogaram a Copa de 2014, mas não pela Seleção Brasileira
Brasileiros de peso no futebol mundial estiveram por aqui para a Copa do Mundo de 2014, no entanto, por seleções estrangeiras. Casos do atacante Diego Costa (ex-Grêmio e Atlético-MG), pela Espanha, o volante Thiago Motta, craque da Itália, e os brasileiros-croatas Eduardo da Silva e Sammir. Inclusive, Brasil e Croácia fizeram o jogo de abertura na Arena Corinthians, com vitória canarinha por 3 a 1, mas eles não saíram do banco de reservas naquela ocasião.
Recorde de brasileiros em seleções estrangeiras na Copa de 2018
2018 bateu o recorde de jogadores brasileiros que atuaram em seleções estrangeiras em uma única edição de Copa do Mundo. Foram 10, no total.
A começar pelos donos da casa: o lateral-direito Mário Fernandes, revelado pelo Grêmio, se naturalizara russo para atuar na Copa. Pepe jogaria seu terceiro Mundial com os portugueses, assim como companheiro de zaga Bruno Alves, estreante na competição – Bruno, filho de brasileiro, é nascido em Portugal e optou pela camisa lusitana.
Diego Costa voltaria a defender a Espanha em sua segunda Copa do Mundo da carreira. Juntaram-se a ele o meia Thiago Alcântara (que, inclusive, é filho de Mazinho, figura icônica do tetra da Seleção Brasileira) e o atacante Rodrigo Moreno.
O México – mais uma vez, aliás – contaria com os irmãos Giovani do Santos e Jonathan dos Santos, filhos de Zizinho, ex-jogador revelado pelo São Paulo e que conquistou o futebol mexicano na década de 1980. Por fim, a Copa do Mundo disputada na Rússia ainda viu Thiago Cionek e Celso Borges com as camisas de Polônia e Costa Rica, respectivamente.
E então, na última edição da Copa, disputada em 2022 no Catar, o carioca Matheus Nunes e o paraibano Otávio atuariam por Portugal – inclusive, o primeiro é presença garantida na edição deste ano.
Jogadores brasileiros em seleções estrangeiras na história das Copas do Mundo
- 1934: Filó (Itália)
- 1962: Angelo Sormani e José Altafini (Itália)
- 1990: Alexandre Guimarães (Costa Rica)
- 1994 e 1998: Zaguinho (México)
- 1998 e 2002: Clayton (Tunísia)
- 1998: Wagner Lopes (Japão) e Luís Oliveira (Bélgica)
- 2002 e 2006: Alex Santos (Japão)
- 2006: Sinha (México), Francileudo Santos (Tunísia), Marcos Senna (Espanha) e Deco (Portugal)
- 2010, 2014, 2018 e 2022: Pepe (Portugal)
- 2010: Liédson (Portugal), Marcus Túlio Tanaka (Japão), Benny Feilhaber (Estados Unidos) e Cacau (Alemanha)
- 2014 e 2018: Diego Costa (Espanha)
- 2014: Thiago Motta (Itália), Eduardo da Silva (Croácia) e Sammir (Croácia)
- 2018: Mário Fernandes (Rússia), Thiago Alcântara (Espanha), Rodrigo Moreno (Espanha), Bruno Alves (Portugal), Thiago Cionek (Polônia), Celso Borges (Costa Rica), Giovanni dos Santos (México) e Jonathan dos Santos (México)
- 2022: Matheus Nunes (Portugal) e Otávio (Portugal)
- 2026: Matheus Nunes (Portugal), Maurício (Paraguai), Lucas Mendes e Edmilson Júnior (Catar)
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