Mudanças de técnico colocam Brasileirão em 6º no ranking mundial de demissões
As mudanças de técnico no Brasileirão colocam a competição entre as ligas mais instáveis do futebol mundial. Segundo levantamento do Observatório de Futebol do CIES, 85% dos clubes da Série A trocaram de treinador ao menos uma vez nos últimos 12 meses, o que posiciona o torneio como o sexto com maior índice de mudanças no planeta (confira o levantamento aqui).
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Além disso, o estudo mostra que 17 dos 20 clubes da elite nacional passaram por alterações no comando técnico no período. Dessa forma, o cenário reforça a alta rotatividade que marca o nosso futebol nos últimos anos.
Ranking global de mudanças de técnico no Brasileirão e em outras ligas
Por outro lado, o levantamento analisou 55 ligas ao redor do mundo e apontou que, em média, 65,2% dos clubes trocaram de treinador no último ano. Ainda assim, o índice do futebol brasileiro supera com folga a média global, evidenciando um ambiente de forte pressão por resultados imediatos.
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No topo da lista aparece a primeira divisão do Chipre, com 100% de trocas — ou seja, todos os clubes mudaram de técnico. Em contrapartida, a liga mais estável foi a da Noruega, com apenas três mudanças entre 16 equipes.

Pressão por resultados explica mudanças de técnico no Brasileirão
Além dos números, o relatório do CIES também analisa o perfil dos treinadores. A média de idade global é de 49,5 anos; entretanto, no Brasil, esse número sobe para 51 anos.
Enquanto isso, países como a Bulgária apresentam técnicos mais experientes, com média de 55,6 anos, ao passo que a Suécia registra profissionais mais jovens, com média de 43,5 anos.
Segundo o Observatório de Futebol do CIES, esse alto índice de trocas reflete uma “instabilidade crônica” no futebol, especialmente em ligas onde a cobrança por desempenho imediato é mais intensa. Portanto, o Brasileirão se encaixa nesse cenário, já que dirigentes costumam agir rapidamente diante de resultados negativos.
Cenário reforça cultura de curto prazo no futebol brasileiro
Por fim, o alto número de mudanças de técnico no Brasileirão evidencia uma cultura consolidada no país: a busca por soluções rápidas dentro de campo. Assim, mesmo com projetos de longo prazo sendo discutidos com mais frequência, a prática ainda mostra um campeonato marcado pela rotatividade no banco de reservas.
Consequentemente, o Brasil segue como um dos principais exemplos de como a pressão por vitórias imediatas pode impactar diretamente a estabilidade dos treinadores no futebol profissional.
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