Zidane, Klopp e Mancini assumem França, Alemanha e Itália após a Copa do Mundo
A Copa do Mundo de 2026 abriu espaço para uma verdadeira reformulação no futebol europeu: Zinedine Zidane, Jürgen Klopp e Roberto Mancini assumem França, Alemanha e Itália. As três seleções anunciaram mudanças importantes no comando técnico e apostam em nomes de enorme peso para iniciar a caminhada rumo à Eurocopa e, principalmente, ao Mundial de 2030.
Zidane assume a França após o fim da era Deschamps
Depois de 14 anos sob o comando de Didier Deschamps, a seleção francesa inicia uma nova era com um dos maiores ídolos de sua história.
Campeão do mundo como jogador em 1998 e tricampeão consecutivo da Liga dos Campeões pelo Real Madrid como treinador, Zinedine Zidane finalmente assumiu os Bleus, cargo para o qual era apontado há anos. O próprio treinador revelou que recusou diversas propostas de clubes enquanto aguardava a oportunidade de comandar a seleção francesa.
A mudança acontece logo após uma Copa do Mundo em que a França voltou a ser protagonista, mas ficando novamente sem o título. Com uma geração ainda repleta de estrelas, Zidane terá a missão de renovar o elenco sem perder o alto nível competitivo construído durante a Era Deschamps.
Como treinador, Zidane conquistou três Champions League consecutivas pelo Real Madrid, além de dois títulos espanhóis, duas Supercopas da Espanha, duas Supercopas da UEFA e dois Mundiais de Clubes. Antes, porém, tornou-se um dos maiores jogadores da história sendo campeão da Copa do Mundo de 1998 e da Eurocopa de 2000.
Klopp recebe missão de reconstruir a Alemanha
A eliminação da Alemanha para o Paraguai ainda na fase de 16 avos de final da Copa acelerou mudanças profundas na Federação Alemã.
Se a França recorreu ao medalhão Zidane, a escolha alemã foi outro renomado comandante: Jürgen Klopp, treinador responsável por transformar Borussia Dortmund e Liverpool em referências do futebol mundial. O alemão assume justamente com a missão que mais marcou sua carreira: reconstruir uma equipe tradicional após um período de resultados abaixo das expectativas.
Depois de sucessivas campanhas decepcionantes em grandes competições, a Alemanha, então, aposta no perfil motivador de Klopp para recuperar o protagonismo internacional e formar uma nova geração competitiva.
Klopp ganhou notoriedade ao levar o Mainz à Bundesliga, transformou o Borussia Dortmund em campeão alemão e vice da Champions. Posteriormente, encerrou um jejum de 30 anos do Liverpool na Premier League, além de conquistar a Champions League pelos Reds. Seu estilo intenso de jogo e capacidade de reconstrução de elencos tornaram seu nome um dos mais respeitados do futebol mundial.
Itália aposta novamente em Mancini após nova frustração
A situação italiana talvez tenha sido a mais turbulenta entre as grandes seleções europeias.
Fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva, a Federação Italiana precisou reorganizar completamente seu departamento de futebol. Andrea Pirlo chegou a ser o favorito para assumir o cargo, mas a negociação foi encerrada antes da assinatura do contrato. Com isso, a entidade decidiu recorrer a um velho conhecido: Roberto Mancini.
Será a segunda passagem de Mancini pela seleção italiana. Entre 2018 e 2023, ele comandou a reconstrução da Azzurra, conquistando a Eurocopa de 2021, embora tenha amargado a ausência na Copa de 2022. Agora, retorna para liderar mais um processo de renovação.
Antes de assumir a seleção pela primeira vez, Mancini acumulou passagens de sucesso por clubes como Fiorentina, Lazio, Inter de Milão e Manchester City. Nos Citizens, ficou eternizado ao conquistar a histórica Premier League de 2011/12. Inclusive, seu principal feito no comando da Itália foi encerrar um jejum de mais de cinco décadas sem títulos continentais ao vencer a Euro-2021.
Zidane, Klopp e Roberto Mancini: Copa de 2026 acelerou mudanças nas potências europeias
As mudanças refletem momentos distintos vividos pelas três seleções e as chegadas de Zidane, Klopp e Roberto Mancini refletem isso..
A França, mesmo semifinalista, decidiu encerrar um ciclo extremamente vitorioso com Didier Deschamps para iniciar uma nova etapa sob o comando de Zizou.
A Alemanha reagiu à eliminação precoce diante do Paraguai promovendo uma troca de perfil ao demitir Julian Nagelsmann e apostar em Klopp para recuperar sua identidade competitiva.
Já a Itália vive um cenário ainda mais delicado. A ausência em mais uma Copa do Mundo aumentou a pressão sobre a federação, que optou por recorrer novamente a Mancini na tentativa de recolocar a tetracampeã mundial entre as principais forças do futebol internacional.
Com três dos treinadores mais vencedores dos últimos anos assumindo seleções tradicionais, os três países inauguram oficialmente um novo ciclo que terá como principais objetivos a Eurocopa e a Copa de 2030.

