Fala, Cria! #04: Conheça Nicolas Sperry, goleiro que chegou ao clube de Mascherano na Argentina
A base segue revelando histórias que merecem ser contadas e no quarto episódio da série Fala, Cria!, do Vai Pro Gol, o destaque é o goleiro Nicolas Sperry, de apenas 18 anos, que inicia um novo capítulo na carreira ao se transferir para a Argentina.
Natural do Rio Grande do Sul, Sperry iniciou sua trajetória no futebol nas categorias de base do Passo Fundo e passou a integrar o elenco profissional com apenas 16 anos. Em seguida, acumulou experiências em diferentes estados do país disputando competições de base e, inclusive, como profissional.
Dentro de campo, o goleiro se define como um atleta de liderança, força e personalidade, características que, de acordo com ele, foram fundamentais para competir desde cedo entre jogadores mais experientes. A estreia como profissional é o momento mais marcante da carreira até aqui, enquanto a resiliência e a capacidade de adaptação aparecem como os maiores aprendizados que o futebol lhe proporcionou.
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Agora, Nicolas inicia um novo desafio na Argentina. Inclusive, ele já está no país para atuar pela Academia Javier Mascherano, equipe que pertence ao astro argentino (saiba mais sobre o clube aqui). O clube, aliás, é voltado à formação de jovens atletas e filiado à Associação do Futebol Argentino (AFA). O objetivo é evoluir em uma nova escola de futebol e abrir caminho para atuar nas grandes ligas da Europa, porém sem deixar de lado o maior sonho da carreira: vestir a camisa da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.
No Fala, Cria!, Nicolas Sperry relembra sua trajetória desde os primeiros passos no futebol, fala sobre a importância da resiliência na carreira, comenta a nova fase na Argentina e compartilha os sonhos que alimentam sua caminhada dentro e fora de campo.
Fala, Cria! #04: Nicolas Sperry, goleiro da Academia Javier Mascherano
1- Conte um pouco da sua história até aqui: como começou no futebol, qual foi a sua trajetória até chegar ao ADEC (AP), seu último clube?
Iniciei no futebol em clubes da minha cidade. Inicialmente no Vilanova/Independente, escolinha que também tinha equipes de competição, onde joguei os primeiros campeonatos estaduais, tanto de futebol de campo quanto de futsal. Tive uma breve passagem pelo Sport Clube Gaúcho, onde por conta de uma lesão acabei jogando poucas partidas (apesar de ser o capitão da equipe, fiquei a maior parte do tempo afastado). Em seguida, me transferi para a base do Passo Fundo, clube onde tive também minha primeira experiência como profissional. Depois disso joguei Campeonato Mineiro Sub-17, Paulista Cup pelo Atlético Mogi, o que definitivamente abriu portas para a profissionalização. Como profissional joguei a primeira divisão do Campeonato Estadual de Roraima pelo clube Atlético Roraima e a segunda divisão do Campeonato Estadual do Amapá pela Associação Desportiva Calçoene, onde fui titular na maior parte da competição.

2- Quem é o Nicolas Sperry dentro de campo? Fale das suas características como jogador.
Minhas principais características são a liderança e a força. Desde muito cedo essas suas virtudes me foram cobradas e muito trabalhadas, o que hoje, apesar da pouca idade, me permitem atuar em elencos profissionais e competir em nível de igualdade com atletas mais experientes.
3- E fora de campo? Nas horas vagas, quando não está treinando ou jogando, o que você mais gosta de fazer? Você tem algum hábito para além do futebol?
A maioria dos meus hábitos envolvem futebol, sendo assistido jogos, lendo à respeito ou jogando algum jogo que envolva futebol.
4- Quem é o seu maior ídolo e espelho no futebol? Cite um ou mais jogadores e por quê.
Meu maior ídolo no futebol é o Neymar, que foi o grande jogador brasileiro na época em que comecei a acompanhar futebol. Mas falando em um ídolo da minha posição seria o Neuer, goleiro alemão, por conta da maneira que ele joga.
5- Até hoje, qual foi o(s) grande(s) momento(s) que você viveu no futebol? Aquele momento que ficará pra sempre na sua memória.
Sem dúvidas o momento mais marcante da minha carreira até agora foi a minha estreia no profissional.
6- Você já conviveu com o time profissional, teve experiências, por exemplo, com o grupo principal do Passo Fundo com só 16 anos, e estreou como profissional este ano em clubes de Roraima e do Amapá. Fale sobre essa experiência. O que você carrega pra você desses momentos?
Na posição de goleiro, as coisas acabam sempre acontecendo mais tarde na carreira. Poder ter tido essas experiências muito cedo me permitiram desenvolver uma maturidade e segurança que não é comum vermos em atletas da minha faixa etária. E ter peregrinado pelo país e jogado em clubes diferentes, com realidades diferentes, me permitiram viver situações (boas e ruins) que ajudaram e ajudarão a construir, do ponto de vista psicológico e ético, uma carreira muito sólida, associado a toda a bagagem e apoio familiar que sempre tive.

7- Quais são os maiores aprendizados que o futebol já te ensinou até aqui? No esporte, propriamente, e também na vida.
O maior aprendizado que o futebol me trouxe se resume em uma palavra: RESILIÊNCIA. A capacidade de me adaptar rápido, de me moldar as situações, aos lugares, as pessoas é uma coisa indispensável para sobreviver no futebol. Mas claro, sem perder minha essência nem deixar de lado os valores éticos e morais que trouxe de casa e me foram transmitidos pelos meus pais.
8- Quais os seus objetivos para esta temporada agora que vocês está indo para o clube do Javier Mascherano na Argentina?
Nesse segundo semestre estou vivendo minha primeira experiência fora do Brasil. A Academia Javier Mascherano é um clube profissional de futebol federado à AFA que joga várias competições oficiais da Federação Argentina e que tem por objetivo exatamente formar e revelar atletas jovens. A estrutura do clube é excelente, muito diferente do que normalmente encontramos nos clubes brasileiros. Apesar de várias outras opções, optamos pela AJM exatamente para poder voltar um pouco atrás e aprimorar minha formação, vivendo experiências em escolas diferentes da escola brasileira. Mas, óbvio, além disso pretendo ter boas atuações que possibilitem abertura de portas para mercados maiores, já que os gestores do clube têm excelentes relações com clubes de primeira e segunda divisão de grandes ligas europeias e Estados Unidos.
9- E, pensando em futuro, como você projeta a sua carreira?
Como qualquer atleta de base, meu sonho é um dia atuar em clubes que joguem grandes ligas. Ao mesmo tempo, tenho plena consciência de como as coisas acontecem no mundo do futebol. O grande diferencial para mim é ter o apoio irrestrito e o suporte emocional e financeiro da minha família. Sei do meu talento e preparo, mas também tenho plena consciência de que uma carreira no futebol não depende apenas disso, e de que sempre devemos ter um plano B.
10- Quais os maiores sonhos que você tem na vida e no futebol?
Meu maior sonho dentro do futebol é de um dia poder jogar uma Copa do Mundo, defendendo a Seleção Brasileira.








