Recorde negativo para a centenária Macaca, penalizada por atraso de salários (Foto: Divulgação)
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Ponte Preta é primeiro clube punido pelo fair play financeiro no futebol brasileiro

A Ponte Preta entrou para a história do futebol brasileiro por um motivo indesejado: o clube de Campinas se tornou a primeira equipe punida pelo sistema de fair play financeiro implantado pela CBF após descumprir regras relacionadas ao pagamento de salários.

A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). A entidade, que é autônoma, excluiu a Macaca do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B). A medida ocorreu porque o clube acumulou mais de 60 dias de atraso nos pagamentos de jogadores, comissão técnica e funcionários.

Com a punição, a Ponte Preta perde o benefício de ter despesas de logística e arbitragem custeadas pela CBF durante a Série B. Além disso, precisará ressarcir todos os valores já pagos pela entidade desde o início da competição.

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A situação representa mais um capítulo da crise financeira vivida pelo clube. Nos últimos meses, os problemas econômicos também refletiram dentro de campo. A cai para a Série A2 no Campeonato Paulista, perdeu jogadores importantes e enfrenta uma sequência negativa na Segundona.

Recentemente, o goleiro Diogo Silva expôs a situação dos atrasos salariais ao comentar que o elenco havia recebido apenas o pagamento referente ao mês de janeiro, apesar de a temporada já estar em junho.

Ponte Preta pode reverter sanção imposta pelo fair play financeiro

Entretanto, a exclusão do programa não é definitiva. De acordo com a ANRESF, a Ponte Preta poderá retornar ao PARF-B caso regularize todas as pendências trabalhistas e comprove o cumprimento das exigências previstas no regulamento.

A punição também marca um momento importante para o futebol brasileiro. Afinal, trata-se da primeira aplicação prática do novo modelo de fair play financeiro, criado para incentivar maior responsabilidade econômica e evitar que clubes acumulem dívidas sem cumprir compromissos básicos com atletas e funcionários.


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