Deyverson faz três gols para o Fortaleza contra o Galo, seu ex-clube (Foto: Mateus Lotif/Fortaleza)
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Lei do Ex: Deyverson faz hat-trick e atualiza a lista dos maiores algozes de ex-clubes em 2025

A Lei do Ex segue viva — e mais provocadora do que nunca — no futebol brasileiro. Ontem, Deyverson marcou três vezes para o Fortaleza contra o Atlético-MG, seu ex-clube, e reacendeu a tradição mais temida pelos torcedores: a do ex-jogador que volta para castigar quem um dia o aplaudiu. E, embora pareça apenas uma superstição, os números recentes de 2025 mostram que a “lei” continua produzindo capítulos de destaque.

Lei do Ex: os clubes que mais sofrem

Entre 2021 e 2025, o clube que mais sofreu com a Lei do Ex foi o Grêmio, que viu ex-jogadores marcarem 23 gols contra o time nesse período. Logo atrás, aparecem Internacional (19 gols) e Santos (18 gols), dois clubes que tradicionalmente negociam muitos atletas e acabam reencontrando velhos conhecidos em campo. Por fim, Palmeiras (16) e São Paulo (14) fecham a lista.

Curiosamente, alguns desses gols vieram de jogadores que não apenas passaram pelo clube, mas saíram sob críticas da torcida — o que dá à narrativa uma dose extra de drama e ironia.

Lei do Ex em ação: os maiores “aplicadores”

Se há quem sofra, há também quem faça a lei acontecer. Entre 2021 e 2025, os nomes mais recorrentes entre os “aplicadores” da Lei do Ex são:

  • Luciano (São Paulo) – 11 gols marcados contra ex-clubes (Atlético-GO, Avaí, Corinthians, Fluminense e Grêmio)
  • Yuri Alberto (Corinthians) – 9 gols em duelos contra antigos times (Santos e Inter);
  • Pedro Raul (Ceará) – 7 gols “vingadores” na temporada; (Atlético-GO, Botafogo, Vasco e Corinthians)
  • Reinaldo (Mirassol) – 5 gols conhecido por balançar as redes do São Paulo, seu ex-time, em mais de uma ocasião (Sport, São Paulo, Ponte Preta, Chapecoense e Grêmio);
  • Gabriel Barbosa, o Gabigol (Cruzeiro) – 5 gols marcados diante de Santos e Flamengo no período.

Esses jogadores se destacam não só pelas estatísticas, mas também pela regularidade com que marcam justamente em confrontos com antigos clubes, o que alimenta o folclore e o medo da tal “lei”.

Casos recentes e emblemáticos da infalível Lei em 2025

O ano de 2025 já teve episódios marcantes da Lei do Ex. Veja alguns deles:

  • Reinaldo, do Mirassol, marcou novamente contra o São Paulo e ainda provocou o ex-clube após o jogo, reacendendo a rivalidade com a torcida tricolor.
  • De Arrascaeta, do Flamengo, balançou as redes diante do Cruzeiro, clube onde se destacou antes de chegar ao Rio. O meia uruguaio comemorou discretamente, mas o peso simbólico ficou evidente.
  • Na Série B, o meia Robert, do Atlético-GO, fez um golaço contra seu ex-time Athletic-MG — um verdadeiro “gol de Lei do Ex” digno de prêmio Puskás, segundo os torcedores nas redes (relembre aqui)

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Entre o folclore e a motivação

Ainda que soe como um “meme”, a Lei do Ex tem fundamentos emocionais claros. Jogadores costumam se sentir mais motivados ao enfrentar ex-clubes — seja por saudade, revanche ou simples desejo de mostrar valor.

Por outro lado, nem sempre a lei se confirma. Pesquisas recentes mostram que a maioria dos jogadores não melhora o rendimento contra ex-times. Entretanto, os que conseguem, como Deyverson ou Luciano, acabam marcando suas carreiras com momentos de alta visibilidade e emoção.

Por que a Lei do Ex nunca morre

A Lei do Ex persiste porque mistura estatística, emoção e narrativa. Para os torcedores, ela representa o imprevisível que faz do futebol um espetáculo: o herói de ontem pode ser o vilão de hoje. Para os clubes, é o lembrete de que toda despedida pode voltar a assombrar.

E enquanto houver reencontros nos gramados, haverá novas vítimas e novos protagonistas. Deyverson apenas reforçou isso — de forma épica — ao aplicar um hat-trick sobre o Atlético-MG e garantir que a “lei mais implacável do futebol brasileiro” continue viva em 2025.