Vilar, do Botafogo-SP, sobre gol marcado no último minuto: “Eu nem dormi”
O zagueiro Vilar, do, Botafogo-SP, sentiu na pele a euforia de marcar um gol decisivo no último minuto de um jogo importante de Série B. O defensor do Pantera balançou as redes do Criciúma aos 50 minutos do segundo tempo, em Ribeirão Preto, e decretou o empate em 1 a 1 diante do líder da competição na última quarta-feira (19), pela 23ª rodada.
Em entrevista coletiva, Vilar revelou que, inclusive, perguntou ao árbitro quanto tempo de jogo ainda restava antes da cobrança de escanteio que culminaria no gol de empate marcado pelo zagueiro. Com o gol marcado, o jogador revelou que sequer conseguiu dormir após a partida.
Eu nem dormi. Eu dormi pouco. Estava muito eufórico ainda, ainda mais pelo jogo ser às 21h30. O gol foi na raça. Porque era o último minuto e, quando eu chego dentro da área, eu pergunto para o juiz quantos minutos faltavam. Ele falou: ‘Cara, é o último lance e se o Criciúma afastar a bola da área eu vou terminar o jogo’. Sabia que ia ser no último suspiro.
Zagueiro-artilheiro do Botafofo-SP, Vilar revela que tendência era gol sair por baixo
Vilar chegou ao seu terceiro gol pelo Botafogo-SP nesta Série B. Aliás, no elenco tricolor, o zagueiro-artilheiro só fica atrás do meia Morelli, com sete, e do atacante Hygor, que marcou cinco vezes.
Apesar de o gol sair pelo alto, o camisa 4 revelou que a equipe, comandada por Claudio Tencati, treinou bastante cruzamentos rasteiros na semana pré-jogo. Isso porque o Criciúma costuma atuar com três zagueiros altos no miolo da área.
“Tínhamos trabalhado bola rasteira, pelo tamanho (dos adversários). Como sou zagueiro e alto, então a tendência de você cruzar uma bola rasteira é mais difícil de cortar do que jogar uma bola no alto. Eu creio que muitas das vezes a gente se desconectou do jogo e esqueceu desse ponto, que eles tinham três zagueiros super altos e bom na bola aérea, e a gente fez muito chuveirinho. E no final ali, eu acho que foi mais no coração, na raça. A gente falou, “mano, vamos ver no que que dá”. E graças a Deus saiu o gol, e a gente pôde sair com esse empate”, disse Vilar.
“Desde o começo do jogo a gente teve as melhores chances, a maior posse de bola e a gente não merecia sair derrotado por tudo que a gente criou, por mais que o futebol seja injusto. Eu falei “a gente tem que batalhar o máximo até o final para poder fazer o gol no último minuto e pelo menos arrancar um ponto que do líder, um adversário muito difícil”, completou o zagueiro, autor do gol botafoguense.
Vilar vê mudança de mentalidade no elenco
O time de Ribeirão Preto vem de uma retomada dos bons resultados nesta Série B. Nos últimos dez jogos, por exemplo, o Pantera obteve cinco vitórias, três empates e duas derrotas. Neste recorte, portanto, o Botafogo-SP conquistou 17 de 30 pontos, um aproveitamento de 56,6%, e Vilar aponta o motivo.
“Creio que a gente deu uma encorpada legal comparada ao ano passado. Ano passado a gente ia para o jogo, só que com a mentalidade de não perder. Esse ano a gente vai para o jogo com a mentalidade de ganhar, e não empatar ou perder. E eu creio que isso que vem fazendo a diferença do ano passado. A Série B é um campeonato muito difícil e eu creio que se a gente tiver uma alta intensidade do começo ao fim, a gente sempre vai fazer grandes jogos e poder sair com os três pontos”.
Na próxima terça-feira (25), Vilar, autor do gol decisivo, deve voltar a campo com o time titular do Botafogo-SP que visita o Atlético-GO, às 19h30. Como a partida será mais cedo, Vilar, então, terá mais algumas horinhas de sono caso volte a balançar as redes pelo Botafogo-SP.

