Quando uma toalha virou protagonista da final da Copa Africana de Nações; entenda
A final da Copa Africana de Nações entre Senegal e Marrocos, disputada no último domingo (18), ficou marcada não apenas pelo título conquistado pelos senegaleses, mas por um dos momentos mais inusitados e comentados da história recente do futebol: a luta bizarra por uma toalha.
Uma partida já cheia de tensão. Polêmicas de arbitragem, protesto de jogadores e até abandono de campo por parte da seleção do Senegal. Isso devido a um gol a favor anulado e um pênalti polêmico assinalado para os donos da casa nos minutos finais. Inclusive, o abandono de campo pode acarretar em punições para os senegaleses na Copa do Mundo. Apesar disso tudo, um detalhe curioso chamou a atenção de todos ao redor do mundo. Durante todo o jogo, em meio à chuva que caía sobre o gramado de Rabat, surgiram cenas improváveis envolvendo Yéhvann Diouf, goleiro reserva do Senegal, e os gandulas marroquinos.
Por que uma toalha virou motivo de disputa na final da Copa Africana de Nações?
Diouf, que sequer entrou em campo durante o torneio, tornou-se protagonista nos momentos mais estranhos de uma já caótica final ao proteger as toalhas do goleiro titular, Édouard Mendy. Os itens, posicionados próximo à meta, eram usados para secar luvas, rosto e bola diante das condições climáticas. No entanto, gandulas e até jogadores marroquinos repetidamente tentaram retirar as toalhas ou impedir que elas voltassem às mãos de Mendy.
Ao tentar entregar uma toalha a Mendy, Diouf, então, teve de enfrentar a abordagem de gandulas. Ele sofreu empurrões e até se jogou dentro do campo, com a bola em jogo, para proteger o objeto, sendo arrastado por um deles. Em outra ocasião, Hakimi lança uma das toalhas para longe do campo.
Após o apito final, com Senegal vencendo por 1 a 0 na prorrogação graças a um gol de Pape Gueye nos primeiros minutos da prorrogação, Diouf entrou nas redes sociais para celebrar e, claro, também provocar. Em uma postagem bem-humorada, ele mostrou sua medalha de campeão ao lado de uma das toalhas: “Aqui está — a medalha e a toalha”, escreveu.

Muito além da toalha: final caótica tem mais polêmicas e final feliz para Senegal
O episódio se somou às outras polêmicas da final. Senegal teve um gol anulado que gerou controvérsia e, mais tarde, viu a marcação de um pênalti polêmico nos acréscimos do segundo tempo. A marcação da arbitragem levou o treinador Pape Bouna Thiaw a pedir que seus jogadores abandonassem o campo de jogo em forma de protesto.
Posteriormente, aliviada a tensão e com Senegal de volta ao gramado, como um tempero a mais, o marroquino Brahim Díaz teve a bola do jogo na cobrança da polêmica penalidade, mas sua cavadinha displicente encontrou Mendy no centro do gol, para fazer calmamente a defesa. Com o placar de 1 a 0, Senegal (e sua toalha) conquistou seu segundo título da história da Copa Africana de Nações.
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