Ídolo do Kashima Antlers, Zico ergue taça de campeão japonês para o clube
Ídolo absoluto no Japão, Zico voltou a conquistar o coração da torcida do Kashima Antlers — e desta vez levantando o troféu como consultor do clube. No último sábado (6), o clube venceu o Yokohama F. Marinos por 2 a 1 (aliás, com dois gols de brasileiro – veja abaixo), garantiu seu nono título da J-League e transformou a cerimônia de consagração em uma celebração da herança deixada pelo “Galinho de Quintino”.
No estádio lotado, com a expectativa de quebrar um jejum de nove anos sem ser campeão, o Kashima entrou em campo decidido. Com gols do brasileiro Léo Ceará, inclusive, o time chegou aos 76 pontos, ficando um ponto à frente do Kashiwa Reysol, que também venceu na rodada final. O Marinos chegou a descontar nos acréscimos, deixando o desfecho dramático, mas o Antlers segurou a vantagem.
Quando os jogadores ergueram a Salva de Prata, não faltou pedido da torcida para uma presença especial: Zico. E ele, claro, atendeu. O ex–camisa 10, agora consultor esportivo do clube, subiu ao palco da festa, ergueu o troféu junto aos jogadores e foi ovacionado — transformando o título em uma festa de gratidão e reverência.
Com 40 mil pessoas no estádio, o Kashima entrou mostrando que queria o título. Parabéns ao Pres Koisumi e toda a diretoria, ao treinador Oniki e sua comissão técnica, aos jogadores e todos que, de alguma forma, ajudaram para a conquista. Em especial à torcida, que mais uma vez foi incansável na ajuda ao time. Obrigado Deus por me estar fazendo viver esses momentos tão felizes no futebol, esporte que tanto amo, escreveu o Galinho em sua rede social.
Zico: lenda do Kashima Antlers e legado para o futebol japonês
A noite, aliás, representou muito mais do que um troféu: marcou a continuidade de um legado. Zico vestiu a camisa do Kashima nos anos 1990 — com 46 gols em 66 jogos, de acordo com os balanços oficiais do clube. O brasileiro ajudou a moldar a identidade do time e, sobretudo, a profissionalização do futebol no Japão. Depois de atuar, treinar e colaborar como técnico, atualmente ele participa da gestão do clube nos bastidores como consultor.
Para os jogadores, a presença de Zico era simbólica: representava a história de lutas, conquistas e sonhos construídos desde os primórdios. Para a torcida, que espalhou faixas e ergueu bandeirões com o rosto do ídolo, era a reafirmação de que a glória alcançada neste sábado está alicerçada na herança de quem ajudou a sonhar alto.
Contexto e importância histórica
- Com o título de 2025, o Kashima Antlers estende seu recorde como o clube com mais conquistas na história da J-League: nove troféus.
- Foi o primeiro campeonato do clube após quase uma década — a última conquista havia sido em 2016.
- O título também representa a consolidação da temporada sob o comando do técnico Toru Oniki, que já havia conquistado vários títulos importantes anteriormente com outros clubes.
- Para Zico, levantar a taça como consultor é uma forma de celebrar não apenas o presente, mas a história do clube. Da estreia como jogador estrangeiro do Kashima à liderança administrativa, o Galinho é um símbolo de respeito e admiração, uma lenda viva do futebol japonês.
A imagem de Zico erguendo a Salva de Prata não é só a celebração de um título, mas também a consagração de uma trajetória. Para o Kashima Antlers, é a continuidade de um ciclo vitorioso e a renovação de sonhos. Para o futebol japonês, a lembrança de que heróis como Zico ajudaram a transformar um campeonato em algo maior, com raízes profundas e história para contar.
Jogadores brasileiro no elenco atual do Kashima Antlers
Além de Zico, campeão da J-League fora dos gramados, dentro de campo o Kashima Antlers contou com a contribuição de três jogadores brasileiros para chegar ao título. Autor dos dois gols que selaram a conquista, o atacante de 30 anos Léo Ceará, ex-Vitória, inclusive, foi o grande nome da equipe na campanha. Com 21 gols marcados, terminou a temporada na artilharia isolada da J-League.
O ponta Élber, 33 anos, com passagem por Cruzeiro e Bahia, atuou em 29 jogos, anotou dois gols e uma assistência. Por fim, o meia Talles Brener, formado na base do Fluminense, que jogou 12 partidas e fez um gol na competição.

Talles Brener, Léo Ceará e Élber (Foto: @tallesbrener_30/Instagram)
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