Chelsea domina PSG, faz 3 a 0, e conquista Mundial
O Chelsea passou por cima do PSG é o novo campeão mundial. Com uma atuação contundente, o time inglês superou o Paris Saint-Germain por 3 a 0, neste domingo (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e levantou a taça da primeira edição da Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Os gols foram marcados por Cole Palmer (2), eleito o melhor jogador da competição, e João Pedro, todos no primeiro tempo, em um jogo que terminou com expulsão, briga generalizada e cenas lamentáveis ao apito final.
A final que prometia equilíbrio entre duas potências do futebol europeu, e inclusive apontava amplo favoritismo para os parisienses, rapidamente se transformou em um baile azul. O time de Enzo Maresca anulou as principais peças do PSG e liquidou o confronto ainda antes do intervalo.
O jogo: domínio inglês desde o início
Logo aos 22 minutos, o Chelsea abriu o placar em uma jogada que evidenciou sua superioridade coletiva: Malo Gusto, em tarde inspirada, recebeu lançamento longo pela direito (lado que aterrorizou o PSG nos 90 minutos), passou por Nuno Mendes e chutou. O brasileiro Beraldo travou e, na sobra, Gusto rolou para Palmer que, com uma tacada de sinuca, acertou o canto de Donnarumma. O segundo, contudo, veio pouco depois: aos 30 minutos, e outra vez pelo flanco direito, Palmer recebeu lançamento, passou por dois e, quase como um replay do gol anterior, ampliou tocando no cantinho.
O PSG, desorganizado e nervoso, tentava reagir, mas encontrou uma defesa londrina muito bem posicionada. E ainda antes do intervalo, aos 43 minutos, o Chelsea matou o jogo: Cole Palmer, em atuação de gala, achou João Pedro com um lindo passe. O jovem brasileiro tocou com extrema categoria na saída do goleiro.
Segundo tempo: expulsão e confusão no final
Na volta do intervalo, o PSG tentou ir para cima, mas parou em ótimas defesas de Robert Sánchez em arremates de Dembelé e Vitinha. Embora tentasse, os ingleses tinham a taça nas mãos e o controle mental do embate. Os Blues ainda poderiam ampliar em vacilo de Beraldo que deixou Delap cara a cara com Donnarumma – o goleiro conseguiu desviar para escanteio. Na reta final, João Neves recebeu cartão vermelho em um lance, no mínimo, insólito. O português, sem bola, puxou o cabelo de Cucurella em lance denunciado pelo VAR. A partir dali, o Chelsea administrou a vantagem com segurança e caminhou sem sustos para a conquista inédita.
Por fim, depois do apito final, o clima esquentou. O técnico Luis Enrique empurrou e chegou a dar um tapa em João Pedro. A confusão, no entanto, foi rapidamente contida e os ânimos controlados.
Palmer brilha e é eleito o melhor da final
Com dois gols e uma assistência, Cole Palmer foi eleito o craque da final e também da Copa. O meia-atacante de 22 anos (ex-Manchester City) viveu uma temporada meteórica e se firmou como o grande nome do Chelsea em 2025.
“É uma sensação ótima. O técnico apresentou um ótimo plano de jogo. Ele sabia onde haveria espaço e tentou me liberar o máximo possível. Eu só precisava retribuir e marcar alguns gols. Ele [Enzo Maresca] está construindo algo especial. Sinto que estamos indo na direção certa”, revelou o jovem inglês.
“Cold” Palmer: eleito melhor jogador da competição (Reprodução/X/Chelsea FC)
PSG sente o golpe e vive mais uma frustração
Para o Paris Saint-Germain, mais uma oportunidade desperdiçada. O clube francês, que sonhava com um título mundial inédito, chegou à final empolgado após eliminar o Real Madrid, mas sucumbiu de forma categórica.
“Nem só quando você vence que você faz um bom trabalho. O que a gente fez nessa temporada foi algo que a gente nunca tinha feito antes. Eu, há 13 anos em Paris, nunca tinha disputado títulos dessa maneira. É claro que a gente queria levar esse troféu para casa, mas isso não apaga o que a gente fez nessa temporada”, disse o brasileiro Marquinhos, zagueiro e capitão do PSG.
Com o título sobre o PSG, o Chelsea entra para a história como o primeiro campeão da nova era do Mundial de Clubes, que terá edições a cada quatro anos.
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